Pesquisa inédita mostra que existem mais de 1.019 pacientes pediátricos ativos na lista de espera por um órgão. Os estados das regiões Sudeste, Nordeste e Norte concentram o maior número de crianças em fila. São Paulo é o estado onde tem mais crianças aguardando um transplante. No total, são 408. Logo em seguida está a Bahia, com 73 casos. Pará e Rio de Janeiro estão empatados em terceiro lugar, com 72 crianças à espera de um órgão. Os dados são da ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos).

“Um dos principais motivos para a não realização dos transplantes é a recusa familiar. É preciso uma mudança cultural, e a população precisa se conscientizar sobre a importância da doação de órgãos para salvar vidas. No Brasil, infelizmente, boa parte transplantes não foi realizada porque a família não autorizou a doação”, explica doutor Lima, cirurgião cardiovascular e coordenador da Comissão de Remoção de Órgãos da ABTO.

De acordo com o estudo, a córnea é o órgão que tem mais pacientes aguardando uma doação: são 617 crianças em fila, na sequência está o rim, com 321 casos, coração, com 38, fígado, com 34, e o pulmão, com 9. O pâncreas é o único órgão que não possui nenhuma espera para transplante, em todos os estados brasileiros.

Mortes em fila

Outro dado que chama a atenção é o número de crianças que morreram antes de conseguir um transplante. No primeiro semestre deste ano foram registrados 55 casos, sendo que 36 crianças eram do estado de São Paulo, enquanto que no Rio Grande do Sul foram quatro mortes no mesmo período.

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